terça-feira, 24 de janeiro de 2017

CONSOLIDAÇÃO EFICAZ

CONSOLIDAÇÃO EFICAZ

“Dos gaditas se passaram para Davi, ao lugar forte no deserto, homens valentes adestrados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança; seus rostos eram como rostos de leões, e eles eram tão ligeiros como corças sobre os montes. Ezer era o chefe, Obadias o segundo, Eliabe o terceiro, Mismana o quarto, Jeremias o quinto, Atai o sexto, Eliel o sétimo, Joanã o oitavo, Elzabade o nono, Jeremias o décimo, Macbanai o undécimo. Estes, dos filhos de Gade, foram os chefes do exército; o menor valia por cem, e o maior por mil” (I Cr 12:8-14).

Todo consolidador eficaz precisa ter o caráter de um gadita, ser um valente, ter um caráter indubitável. O líder de célula deve ter esse caráter consolidador, pois é responsável por cada um de seus discípulos.

Os gaditas foram responsáveis pela consolidação das 12 tribos de Israel. Eles eram valentes e destemidos e, onde chagavam, transformavam o lugar. Na história de Israel, não há um registro de derrota das guerras onde os gaditas estiveram envolvidos.

Davi permaneceu por muito tempo morando no deserto e em cavernas, quando era fugitivo de Saul. Um dia, ouviu dizer que os gaditas estavam indo ao seu encontro. Ao ouvir tal informação, ele foi antes ao encontro deles, pois sabia que nunca haviam perdido uma guerra. Um dos filhos dos gaditas se apressou e disse a Davi que a entrada deles era de paz e de conquista.

A Bíblia relata que esse jovem profetizou para o rei Davi e as palavras por ele emitidas trouxeram consolo. Naquele momento, Davi foi consolidado. E os gaditas se uniram a Davi e tornaram-se capitães de tropas.

O consolidador eficaz è linha de frente na guerra. Anda unido em um só propósito. Eram 11 homens, 12 com Davi. Qual o perfil do gadita? O gadita tem uma unção de caráter e de personalidade. Eles eram homens que tinham o caráter tão ajustado e por isso não perdiam nenhuma batalha. Você terá um caráter tão ajustado que não perderá nenhum fruto fiel.

A consolidação eficaz exige um caráter decisivo. Não consolidamos perguntando a pessoa se ela quer ou não ser consolidada, porque o novo convertido não sabe esboçar nada no reino espiritual. O ímpio está nascendo, é como uma criança. Você não pergunta a um bebê se ele quer mamar, se ele quer que troque a fralda, se ele quer tomar banho. Não! Você vai até ele e faz, você toma a iniciativa.

O consolidador precisa receber um caráter de iniciativa, não pode ficar esperando que o ímpio ou o novo convertido venha à sua procura. O discipulador é você, logo, quem tem que consolidar é você.

Se você acompanhar uma pessoa por um ano e dois meses, ela nunca mais se afastará do Reino. É por isso que a consolidação eficaz começa desde o Pré-encontro, indo até a Escola de Líderes para entrar no Reencontro. É tempo suficiente para que ela receba um perfil seguro, já tendo passado por experiências com Deus e, portanto, podendo andar com suas próprias pernas, com base em todas as orientações que recebeu. Você é um consolidador de êxito que receberá a unção de iniciativa pelo próprio Espírito de

Deus. É Ele quem lhe dará um caráter consolidador para usar a sua iniciativa e influenciar milhares de milhares.

Vejamos as características que fazem de todo líder um consolidador valente e eficaz, de caráter indubitável, eis as características de um gadita: Não tem medo de fortalezas. O consolidador valente enfrenta qualquer fortaleza com ousadia. Não tem medo de autoridade. Ele respeita as autoridades, mas não tem medo de nenhuma delas. Não tem medo de guerra. O consolidador de caráter é um líder de guerra. Existem momentos nos quais o Reino de Deus não é tomado com poesia, mas com ousadia. Arrancar uma vida do inferno, das garras do diabo não fala de poesia, mas de firmeza. Deus lhe dará graça e onde você entrar, sairá com a vitória nas suas mãos. É um homem de destreza, preparado para a peleja. É um homem vitorioso. Como um gadita que tem garras de leão, traz o resultado e entrega-o ao rei. Ele apresenta o seu fruto fiel porque não é abatido na batalha. É um líder armado com escudo e com lança. Está pronto para o ataque e para a defesa. Haverá momentos nos quais o consolidador precisará atacar e para isso usará a lança. A lança não é usada por qualquer pessoa, mas por quem é adestrado. No mundo espiritual, você é um arqueiro. Toda flecha e toda lança que o Senhor colocar na sua mão, você tirará da aljava e não errará o alvo. O gadita sabe o momento certo para atacar e para se defender. Tem personalidade de um líder. Quando a Bíblia diz que o gadita tem cara de leão, está identificando-o como um líder que governa. Quem não governa é governado; quem não orienta é orientado; quem não lidera é liderado. Ter cara de leão representa denunciar a destreza de governar com autoridade. Não recebe mediocridade sobre sua vida. Ele tem unção e conquista sempre no sobrenatural. Recebe a excelência do Reino. Há pessoas que são pobres por uma questão de circunstância; outras, por uma questão de alma. É veloz como a gazela. O consolidador deve ser veloz como a gazela das montanhas. Uma gazela pula em média seis metros para cima e nove metros para frente, de forma que corre em uma velocidade muito grande para fugir do predador a ponto de ele ficar cansado e desistir dela. Essa mesma unção Deus nos dará. Não somos comida de predador, portanto, quando ele quiser vir atrás de nós, terá que desistir, pois a velocidade de um gadita frustra o plano do inimigo. Ter unção do mínimo. Ter um aprisco completo que comporta no mínimo 100 ovelhas. E esse aprisco multiplica gerando outros apriscos. Você como gadita, nessa unção e caráter consolidador, terá ovelhas e discípulos debaixo de sua autoridade. A unção do máximo. O mínimo tem cem e o que tem mais é porque conquistou mil. “O mais pequeno virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte” (Is 60:22). Você terá unção para começar com os seus 100 discípulos, terá unção para tratar com os 1.000 discípulos, debaixo do caráter consolidador da personalidade do governo e não permitirá que o rebanho se disperse.

Tem o governo do Espírito sobre a sua vida. Quem governa o gadita não são as suas emoções, suas convicções. A Bíblia diz que o Espírito de Deus tomou a Amasai e ele começou a profetizar e consolidou o coração do rei. A segurança de um consolidador é depender do Espírito Santo. Receberemos unção para consolidar dos súditos ao rei e todos aqueles que desejam receberão o caráter que Deus está imprimindo em nossos corações. Precisamos desejar o caráter de consolidador eficaz , o caráter de governo.

Receba a unção de governo para consolidar uma nação: garras de leoa,cara de leão,pés ligeiros como a gazela,destreza para alcançar as fortalezas e governo do espírito santo.

domingo, 17 de julho de 2016

ETÃ OU JEDUTUM

ETÃ OU JEDUTUM

Etã era da tribo de Levi, filho de Quisi, membro do clã dos meraritas (da família de Merari - I Cr 6.44). Alguns estudiosos e comentaristas[1] da Bíblia atribuem Jedutum como sendo a mesma pessoa, o nome talvez tenha sido mudado depois da sua nomeação pelo rei Davi. Jedutum fora designado por Davi para dirigir a música no tabernáculo (e Templo). Mestre da música (I Cr 16.41,43; 25.1), sua descendência também fora formada por músicos exemplares (II Cr 25.15; Ne 11.17).
Jedutum foi habitante das aldeias dos netofatitas (I Cr 9.16). Tocou címbalos e trombetas quando a arca foi levada para Jerusalém (I Cr 16.4,42) e estava sob as ordens diretas do rei, teve seis filhos (I Cr 25.1,3,6). Jedutum também liderou os cânticos de louvor e ações de graças quando a arca foi levada para o templo no reinado de Salomão (II Cr 5.12,13). Um escritor cristão comenta a participação dos descendentes de Jedutum como músicos fiéis em seu comissionado (GARDNER, Paul): 
No avivamento que houve no tempo de Ezequias, é interessante notar que os descendentes de Jedutum estavam entre os primeiros levitas a se envolver na purificação e na nova consagração do Templo (II Cr 29.14,15). Mais tarde, seus descendentes também estavam presentes no avivamento que houve no reinado de Josias, em Judá (35.15). Outros descendentes também foram listados entre os primeiros levitas que retornaram a Jerusalém após o exílio (Ne 11.17) 
Jedutum no hebraico significa “aquele que louva”. Sua função era celebrar, confessar e louvar Yahweh com cânticos e instrumentos musicais. Seu instrumento principal era a harpa, mas também tocava trombetas, liras e címbalos (I Cr 16.42; II Cr 5.12). O escritor Gardner, explica: 
Seus filhos foram porteiros no Tabernáculo e depois no Templo (I Cr 16.38). Alguns dos salmos de Davi provavelmente foram escritos por Jedutum e seus músicos (Sl 39;62;77). Este homem era líder de uma família de levitas, os quais, através dos anos, provaram uma contínua fidelidade ao Senhor e ao seu serviço. Obviamente a música era um dom na família, o qual era utilizado com alegria no louvor a Deus. 
O que gostaríamos de destacar na vida de Jedutum como líder e músico é o fato que nos textos apresentados, observamos que Deus instituiu rituais e tradições no culto do povo israelita, esperando uma atitude de intimidade no relacionamento com Ele que estes rituais simbolizavam. Deus não quer mostrar o quanto é exigente e rígido, mas que através de suas orientações, graciosamente demonstra seu amor ao orientar e sustentar seus filhos.
Em I Crônicas 15 e 16 quando é narrada a jornada da arca para Jerusalém, observamos que o texto separa este momento em duas fases: preparação e santificação para este momento (I Cr 15.1-15); e a celebração de um culto alegre e bem organizado (I Cr 15.16-29). Os levitas se santificaram e se qualificaram como músicos para este momento tão esperado pelo povo israelita, conduzido e orientado pelo rei Davi.
A primeira fase desta preparação envolvia tanto o lugar como a preparação do próprio povo para este momento. Os levitas estavam prontos para servir ao Senhor e à congregação (I Cr 15.1-10). A principal função dos levitas era ministrar perante a arca e liderar o culto com a música, invocando, agradecendo e louvando a Deus. O comentarista bíblico Martin Selman, faz a seguinte afirmação: 
O segundo estágio da preparação dos levitas era “santificar” a si mesmos (I Cr 15.12,14 “tornarem-se santos”). Essa era uma atividade importante para ficarem prontos para o serviço de Deus, e foi também empreendida pelos sacerdotes e levitas durante os reinados de Salomão (II Cr 5.11), Ezequias ( II Cr 29.5,15,34; 30.15, 24; 31.18), e Josias ( II Cr 35.6). Em cada caso, o favor de Deus depois veio sobre Israel. A santificação exigia separação de toda forma de “impureza” ( Lv 16.19; II Sm 11.4) [...] 
Os líderes deviam se consagrar para a tarefa que lhes fora confiado, por isto, removiam toda sorte de impurezas antes de cumprirem suas funções de dirigir o louvor e ações de graças a Deus.
A obediência a Palavra de Deus sempre removerá a ira do Senhor e conduzirá a bênçãos estabelecidas por Ele segundo seu plano perfeito. A função do músico até os dias de hoje está associada tanto a trabalho (ministrar e servir) quanto a adorar. Isto implica em restabelecer uma comunhão sincera e genuína com Deus através da consagração, ou seja, primeiramente da remoção de pecados e depois a separação para um serviço exclusivo a Deus. O ato de louvar a Deus só será possível quando somos purificados de nossos pecados, pois só quem está perdoado, ou seja, só quem vive de acordo com os princípios estabelecidos por Deus, pode verdadeiramente cantar a Ele, este ato de contrição deve ser uma preparação antes de o músico ministrar em nossas igrejas.

FALANDO DE VIDA ETERNA: O que é a glória de Deus?

O que é a glória de Deus?

A glória de Deus é a beleza do Seu espírito. Não é uma beleza estética ou material, mas é a beleza que emana do Seu caráter, de tudo o que Ele é. Tiago 1:10 convida um homem rico a "orgulhar-se se passar a viver em condição humilde", indicando uma glória que não significa riqueza, poder ou beleza material. Esta glória pode coroar o homem ou encher a terra. É vista dentro do homem e na terra, mas não pertence a eles, só a Deus. A glória do homem é a beleza do espírito do homem, a qual é falível e passageira, sendo assim humilhante, como nos diz o versículo. Entretanto, a glória de Deus, manifesta através do conjunto dos Seus atributos, nunca passa. É eterna.

Isaías 43:7 diz que Deus nos criou para a Sua glória. Em contexto com os outros versículos, pode-se dizer que o homem "glorifica" a Deus porque através do homem a glória de Deus pode ser vista em coisas como o amor, música, heroísmo e assim por diante -- coisas pertencentes a Deus que carregamos em "vasos de barro" (2 Coríntios 4:7). Somos os vasos que "contêm" a Sua glória. Todas as coisas que somos capazes de fazer e ser encontram a sua fonte nEle. Deus interage com a natureza da mesma maneira. A natureza exibe a Sua glória. Sua glória é revelada à mente do homem através do mundo material de muitas formas, e muitas vezes de formas diferentes para pessoas diferentes. Uma pessoa pode maravilhar-se com a visão das montanhas, enquanto outra talvez ame a beleza do mar. Entretanto, aquilo que está por trás de ambas (a glória de Deus) fala com as pessoas e as conecta com Deus. Desta forma, Deus é capaz de Se revelar a todos os homens, independente de sua raça, patrimônio ou localização. Como o Salmo 19:1-4 diz: "Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo."

Salmo 73:24 chama o próprio céu de "glória". Costumava ser comum ouvir os Cristãos falarem da morte como sendo "recebido na glória", a qual é uma frase tirada deste Salmo. Quando o Cristão morre, ele será levado à presença de Deus e na Sua presença será naturalmente cercado pela glória de Deus. Seremos levados ao lugar onde a beleza de Deus literalmente habita - a beleza de Seu Espírito estará lá porque Ele estará lá. Novamente, a beleza de Seu Espírito (ou a essência de quem Ele é) é a Sua "glória". Naquele lugar, a Sua glória não precisará vir através do homem ou da natureza, ao invés, será vista claramente, assim como 1 Coríntios 13:12 diz: "Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido."

No sentido humano/terreno, a glória é uma beleza ou vibração que repousa sobre o material da terra (Salmo 37:20, Salmo 49:17) e, nesse sentido, é passageira. Entretanto, a razão do seu desvanecimento é que as coisas materiais não são duradouras. Elas morrem e secam, mas a glória que se encontra nelas pertence a Deus e retorna a Ele quando a morte ou deterioração leva o material. Pense no homem rico mencionado anteriormente. O verso diz: "E o rico deve orgulhar-se se passar a viver em condição humilde, porque passará como a flor do campo." O que isso significa? O versículo está advertindo o homem rico a perceber que a sua riqueza, poder e beleza vêm de Deus, e a humilhar-se ao dar-se conta de que Deus é quem faz dele o que é e quem dá-lhe tudo o que tem. Além disso, estar consciente de que perecerá como a erva é o que vai levá-lo a perceber que a glória vem de Deus. A glória de Deus é a fonte, o manancial de onde emanam todas as pequenas glórias.

Já que a glória procede de Deus, Ele não permitirá a afirmação de que a glória seja proveniente do homem, dos ídolos do homem ou da natureza. Em Isaías 42:8, vemos um exemplo do ciúme de Deus por Sua glória. Este ciúme por Sua própria glória é o que Paulo menciona em Romanos 1:21-25 quando fala de formas em que as pessoas adoram a criatura ao invés do Criador. Em outras palavras, observam o objeto através do qual a glória de Deus procede e, em vez de dar a Deus o crédito por isso, adoram aquele animal, árvore ou homem como se a beleza que possuem tivesse se originado de dentro deles. Este é o coração da idolatria e é uma ocorrência muito comum. Todo aquele que tem vivido já cometeu esse erro em um momento ou outro. Todos já "trocamos" a glória de Deus em favor da "glória do homem".

Esse é o erro que muitas pessoas continuam a cometer: confiar nas coisas terrenas, relacionamentos terrenos, em seus próprios poderes, talentos ou beleza, ou na bondade que vêem em outras pessoas. Entretanto, quando estas coisas desaparecem e falham, como inevitavelmente acontecerá (sendo apenas portadores temporários da maior glória), essas pessoas entram em desespero. O que precisamos compreender é que a glória de Deus é constante e, ao viajarmos através da vida, poderemos vê-la manifestada aqui e ali, nessa pessoa ou naquela floresta, ou em uma história de amor ou de heroísmo, fictícia ou não, ou em nossas próprias vidas pessoais. Entretanto, tudo isso volta a Deus no final. E o único caminho para Deus é através de Seu Filho, Jesus Cristo. Encontraremos a fonte de toda a beleza nEle, no céu, se estivermos em Cristo. Nada será perdido para nós. Todas essas coisas que desvaneceram na vida encontraremos novamente nEle.

FALANDO DE VIDA ETERNA: Qual é o sentido da vida?

Qual é o sentido da vida?

Qual é o sentido da vida? Como posso encontrar propósito, realização e satisfação na vida? Terei o potencial de realizar algo de significância duradoura? Há tantas pessoas que jamais pararam para pensar no sentido da vida. Anos mais tarde elas olham para trás e se perguntam por que seus relacionamentos não deram certo e por que se sentem tão vazias, mesmo tendo alcançado algum objetivo anteriormente estabelecido. Um jogador de baseball que alcançou o hall da fama deste esporte foi questionado sobre o que gostaria que lhe tivessem dito quando ainda estava começando a jogar baseball. Ele respondeu: “Eu gostaria que alguém tivesse me dito que quando você chega ao topo, não há nada lá.” Muitos objetivos revelam o quanto são vazios apenas depois que vários anos foram perdidos em sua busca.

Em nossa sociedade humanística, as pessoas vão atrás de muitos propósitos, pensando que neles encontrarão sentido. Entre eles estão: sucesso nos negócios, prosperidade, bons relacionamentos, sexo, entretenimento, fazer o bem aos outros, etc. As pessoas já viram que, mesmo quando atingiram seus propósitos de prosperidade, relacionamentos e prazer, havia ainda uma grande lacuna interior – um sentimento de vazio que nada parecia preencher.

O autor do livro Bíblico de Eclesiastes expressa este sentimento quando diz: “Vaidade de vaidades, ...tudo é vaidade.” Este autor tinha prosperidade além da medida, sabedoria maior que de qualquer homem de seu tempo ou do nosso, mulheres às centenas, palácios e jardins que eram a inveja de outros reinos, a melhor comida e o melhor vinho e toda a forma possível de diversão. E ele disse, em dado momento, que qualquer coisa que seu coração quisesse, ele buscava. E mesmo assim ele resumiu a “vida debaixo do sol” (a vida vivida como se tudo o que nela há é o que podemos ver com nossos olhos e experimentar com nossos sentidos) como sendo sem significado! Por que existe tal vazio? Porque Deus nos criou para algo além do que nós podemos experimentar aqui e agora. Disse Salomão a respeito de Deus: "Ele também pôs a eternidade no coração dos homens..." Nos nossos corações, nós sabemos que o “aqui e agora” não é tudo o que há.

Em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, vemos que Deus criou a humanidade à Sua imagem (Gênesis 1:26). Isto significa que nós somos mais parecidos com Deus do que com qualquer outra coisa (qualquer outra forma de vida). Nós também vemos que antes da humanidade cair em pecado e a maldição vir por sobre a terra, as seguintes afirmações eram verdadeiras: (1) Deus fez o homem uma criatura social (Gênesis 2:18-25); (2) Deus deu trabalho ao homem (Gênesis 2:15); (3) Deus tinha comunhão com o homem (Gênesis 3:8); e (4) Deus deu ao homem domínio sobre a terra (Gênesis 1:26). Qual o significado disto? Eu creio que Deus tinha como intenção, com cada uma destas coisas, acrescentar realização a nossa vida, porém tudo isto (especialmente a comunhão do homem com Deus) foi adversamente afetado pela queda do homem em pecado e conseqüente maldição sobre a terra (Gênesis 3).

No Apocalipse, o último livro da Bíblia, ao final de muitos outros eventos do fim dos tempos, Deus revela que Ele irá destruir a atual terra e céu que conhecemos e conduzir-nos ao estado eterno, criando um novo céu e uma nova terra. Neste tempo, Ele irá restaurar a comunhão total com a humanidade redimida. Alguns da humanidade terão sido julgados indignos e jogados ao Lago de Fogo (Apocalipse 20:11-15). E a maldição do pecado será eliminada; não haverá mais pecado, tristeza, doença, morte, dor, etc. (Apocalipse 21:4). E aqueles que crêem herdarão todas as coisas; Deus habitará com eles, e eles serão Seus filhos (Apocalipse 21:7). Portanto, chegamos ao ponto inicial de que Deus nos criou para termos comunhão com Ele; o homem pecou, quebrando tal comunhão; Deus restaura esta comunhão completamente no estado eterno com aqueles julgados dignos por Ele. Agora, passar a vida inteira alcançando qualquer coisa e todas as coisas apenas para morrer separado de Deus pela eternidade seria mais do que fútil! Mas Deus providenciou uma maneira não apenas de tornar possível a eterna alegria espiritual (Lucas 23:43), mas também para vivermos esta vida com satisfação e sentido. Então, como esta eterna alegria espiritual e o “céu na terra” são obtidos?

O SENTIDO DA VIDA RESTAURADO ATRAVÉS DE JESUS CRISTO

Como fizemos alusão acima, o real sentido, tanto agora como na eternidade, é encontrado ao se restaurar o relacionamento com Deus, relacionamento que foi perdido quando Adão e Eva caíram em pecado. Hoje, este relacionamento com Deus somente é possível através de Seu Filho, Jesus Cristo (Atos 4:12; João 14:6; João 1:12). A vida eterna é recebida quando alguém se arrepende de seu pecado (ao não querer mais continuar nele, mas que Cristo o mude e faça dele uma nova pessoa) e começa a confiar em Jesus Cristo como Salvador (veja a questão “Qual é o plano da salvação?” para mais informações sobre este assunto tão importante).

Porém, o real sentido da vida não é encontrado meramente em descobrir Jesus como Salvador (apesar do quão maravilhoso ser). Ao invés disso, o real sentido da vida é encontrado ao se começar a seguir a Cristo como Seu discípulo, aprendendo Dele, passando tempo com Ele na Sua Palavra, a Bíblia, tendo comunhão com Ele em oração e caminhando com Ele em obediência aos Seus mandamentos. Se você é um descrente (ou talvez um novo crente), você deve estar dizendo a si mesmo: “Isto não me soa assim tão incrível e realizador!” Mas por favor, leia um pouco mais. Jesus fez as seguintes declarações:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30). “...eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10b). “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” (Mateus 16:24-25). E nos Salmos encontramos o seguinte: “Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração.” (Salmos 37:4).

O que todos estes versículos estão dizendo é que nós temos uma escolha. Nós podemos continuar buscando guiar nossas próprias vidas (com o resultado de vivermos uma vida vazia) ou podemos escolher seguir a Deus buscando Sua vontade para as nossas vidas com todo o nosso coração (o que resultará em uma vida vivida por completo, tendo os desejos do nosso coração atendidos e encontrando contentamento e satisfação). Isto é assim porque o nosso Criador nos ama e deseja o melhor para nós (não necessariamente a vida mais fácil, mas a com mais satisfação).

Para finalizar, eu gostaria de compartilhar uma analogia emprestada de um amigo pastor. Se você é um fã de esportes e decide ir a um jogo profissional, você pode poupar algum dinheiro e pegar um lugar “bem baratinho”, longe da ação, nas posições mais altas do estádio, ou você pode gastar bem mais e ficar bem perto e aproveitar com mais vivacidade a ação. É assim na vida Cristã. Assistir à obra de Deus EM PRIMEIRA MÃO não é para os cristãos de domingo. Eles não pagaram o preço. Assistir à obra de Deus EM PRIMEIRA MÃO é para o discípulo de Cristo que o é de todo o coração, aquele que parou de ir atrás das suas próprias vontades a fim de seguir os propósitos de Deus em sua vida. ELES pagaram o preço (rendição completa a Cristo e a Sua vontade); eles estão vivendo a vida ao máximo; e eles podem encarar a si próprios, seus amigos e seu Criador sem remorsos! Você já pagou o preço? Sente vontade? Se a resposta é sim, você nunca mais sentirá fome de sentido e propósito.

FALANDO DE VIDA ETERNA: Como posso vencer o pecado em minha vida cristã?

Como posso vencer o pecado em minha vida cristã?

A Bíblia apresenta vários recursos diferentes para nos ajudar em nossos esforços para vencer o pecado. Nesta vida, nunca seremos perfeitamente vitoriosos sobre o pecado (1 João 1:8), mas esse ainda deve ser o nosso objetivo. Com a ajuda de Deus, e ao seguir os princípios da Sua Palavra, podemos progressivamente vencer o pecado e nos tornar mais e mais como Cristo.

O primeiro recurso que a Bíblia menciona em nosso esforço para vencer o pecado é o Espírito Santo. Deus nos deu o Espírito Santo para que possamos ser vitoriosos na vida cristã. Deus contrasta os feitos da carne com o fruto do Espírito em Gálatas 5:16-25. Nessa passagem, somos chamados a andar no Espírito. Todos os crentes já possuem o Espírito Santo, mas esta passagem nos diz que precisamos andar no Espírito, cedendo ao Seu controle. Isto significa escolher consistentemente seguir a direção do Espírito Santo em nossas vidas ao invés de seguir a carne.

A diferença que o Espírito Santo pode fazer é demonstrada na vida de Pedro, o qual, antes de ser cheio do Espírito Santo, negou Jesus três vezes -- e isso depois de dizer que seguiria a Cristo até a morte. Depois de ser cheio do Espírito, ele falou abertamente e fortemente com os judeus no Pentecostes.

Andamos no Espírito quando tentamos não apagar a Sua direção (como mencionado em 1 Tessalonicenses 5:19) e ao invés disso buscamos estar cheios do Espírito (Efésios 5:18-21). Como se pode ser cheio do Espírito Santo? Em primeiro lugar, é escolha de Deus assim como era no Antigo Testamento. Ele selecionou indivíduos para realizar uma obra que queria que fosse cumprida e encheu-os com o Seu Espírito (Gênesis 41:38; Êxodo 31:3; Números 24:2; 1 Samuel 10:10). Há evidências em Efésios 5:18-21 e Colossenses 3:16 de que Deus escolhe encher aqueles que se abastecem com a Palavra de Deus. Isso nos leva ao segundo recurso.

A Palavra de Deus, a Bíblia, diz que Deus nos deu a Sua Palavra para nos equipar para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ela nos ensina a como viver e em que acreditar, revela quando escolhemos caminhos errados, ajuda-nos a voltar ao caminho certo e a permanecer neste caminho. Hebreus 4:12 nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de penetrar em nossos corações para erradicar e superar os pecados mais profundos do coração e da atitude. O salmista fala sobre o poder transformador da Palavra de Deus em Salmo 119. Josué disse que a chave do sucesso para vencer seus inimigos era não se esquecer deste recurso, mas meditar nela dia e noite e obedecê-la. Isto ele fez, mesmo quando o que Deus ordenou não fazia sentido (como uma estratégia militar), e esta foi a chave para a sua vitória em suas batalhas pela Terra Prometida.

A Bíblia é um recurso que muitas vezes não levamos a sério. Damos prova disso ao levarmos nossas Bíblias para a igreja ou ao lermos um devocional diário ou um capítulo por dia, mas falhamos em memorizá-la, meditar nela ou em aplicá-la em nossas vidas; falhamos em confessar os pecados que ela revela ou em louvar a Deus pelos Seus dons. Quando se trata da Bíblia, muitas vezes somos ou anoréxicos ou bulímicos. Ou ingerimos apenas o suficiente da Palavra de Deus para manter-nos vivos espiritualmente (mas nunca ingerindo o suficiente para sermos cristãos saudáveis e prósperos), ou nos alimentamos frequentemente sem nunca suficientemente meditarmos nela para conseguir nutrição espiritual.

É importante, se você ainda não tiver o hábito de diariamente estudar e memorizar a Palavra de Deus, que você comece a fazê-lo. Alguns acham que é útil começar um diário. Crie o hábito de não deixar a Palavra até que tenha escrito algo que aprendeu. Alguns registram orações para Deus, pedindo-Lhe que os ajude a mudar nas áreas sobre as quais Ele falou aos seus corações. A Bíblia é a ferramenta que o Espírito usa em nossas vidas (Efésios 6:17), uma parte essencial e importante da armadura que Deus nos dá para lutarmos em nossas batalhas espirituais (Efésios 6:12-18).

Um terceiro recurso fundamental na nossa batalha contra o pecado é a oração. Novamente, é um recurso que os cristãos frequentemente dão valor da boca para fora mas que raramente usam. Temos reuniões de oração, momentos de oração, etc., mas não usamos a oração da mesma forma que a igreja primitiva (Atos 3:1; 4:31; 6:4; 13:1-3). Paulo repetidamente menciona como ele orava por aqueles a quem ministrava. Deus nos deu promessas maravilhosas a respeito da oração (Mateus 7:7-11, Lucas 18:1-8, João 6:23-27, 1 João 5:14-15), e Paulo inclui a oração em sua passagem sobre como se preparar para a batalha espiritual (Efésios 6:18).

Quão importante é a oração para vencer o pecado em nossas vidas? Temos as palavras de Cristo a Pedro no Jardim do Getsêmani, pouco antes da negação de Pedro. Enquanto Jesus ora, Pedro está dormindo. Jesus o acorda e diz: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca"(Mateus 26:41). Nós, como Pedro, queremos fazer o que é certo, mas não encontramos forças. Precisamos seguir o alerta de Deus para continuarmos buscando, batendo, pedindo - e Ele nos dará a força de que precisamos (Mateus 7:7). A oração não é uma fórmula mágica. A oração é simplesmente reconhecer nossas próprias limitações e o poder inesgotável de Deus e voltar-nos a Ele para encontrar a força de fazer o que Ele quer que façamos, não o que queremos fazer (1 João 5:14-15).

Um quarto recurso em nossa guerra para vencer o pecado é a igreja, a comunhão de outros crentes. Quando Jesus enviou Seus discípulos, Ele os enviou dois a dois (Mateus 10:1). Os missionários em Atos não saíram um de cada vez, mas em grupos de dois ou mais. Jesus ordena que não deixemos de congregar-nos juntos, mas que usemos esse tempo para encorajar uns aos outros em amor e boas obras (Hebreus 10:24). Ele nos diz para confessarmos os nossos pecados uns aos outros (Tiago 5:16). Na literatura sapiencial do Antigo Testamento, aprendemos que como o ferro afia o ferro, um homem afia o outro (Provérbios 27:17). Há força em grupos (Eclesiastes 4:11-12).

Muitos cristãos acham que ter um parceiro para prestação de contas pode ser um benefício enorme em superar pecados teimosos. Ter uma outra pessoa que possa falar com você, orar com você, encorajá-lo e até mesmo repreendê-lo é de grande valor. A tentação é comum a todos nós (1 Coríntios 10:13). Ter um parceiro ou um grupo de prestação de contas pode nos dar a dose final de encorajamento e motivação de que precisamos para superar até mesmo os mais teimosos dos pecados.

Às vezes a vitória sobre o pecado vem rapidamente. Outras vezes, a vitória vem mais devagar. Deus prometeu que ao fazermos uso de Seus recursos, Ele vai progressivamente trazer mudanças em nossas vidas. Podemos perseverar em nossos esforços para vencer o pecado porque sabemos que Ele é fiel às Suas promessas.