domingo, 18 de março de 2018

os talentos

A parábola dos talentos é contada no Evangelho de Mateus 25: 14 a 30. Três homens recebem do seu Senhor talentos em quantidade diferentes: "A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu." (verso 15). Certo dia o Senhor dos servos retorna a terra e pede contas dos talentos recebidos:
  • Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
  • E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
  • Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
  • Os que multiplicaram os talentos foram elogiados: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor."
  • O que enterrou o talento, recebe punição:"E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes."

Capacidade e Talento
 
A condição para diferenciar a quantidade de talento a ser recebida era "a capacidade de cada um". Implica dizer que quem recebeu mais foi julgado com maior capacidade de multiplicar o talento, o que recebeu menos tinha uma capacidade menor. Então não somos iguais em capacidade, todos não temos os mesmos direitos? A quantidade aqui não designou grau de importância. Receber menos não significou ser preterido ou discriminado, pelo contrário, o tempo e a oportunidade foi igual para todos: " voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos." Eclesiastes 9:11

Embora tempo e oportunidade ocorram à todos, cada pessoa tem capacidade diferente, graças a Deus por isso! Esse é o motivo de termos variedade de profissões no mundo. Na vida eclesiástica não é diferente. Romanos 12: 6-8: "De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, sejam eles exercidos segundo a medida da fé."

Deus conhece a capacidade e fé de cada homem e de forma justa distribui dons. Cabe a cada um exercer com presteza e responsabilidade o talento. Receber um talento e fazer bom uso dele pode significar multiplicá-lo à ponto de ultrapassar em números o que recebeu dois ou mais talentos. Contudo, o objetivo da parábola não é competição numérica, mas de trabalho. 

Valor do Talento
Talento, em grego talanton, talantonera também o peso legal, cerca de 26 kg, e poderia ser de ouro, prata ou cobre, sendo de um valor monetário altíssimo, equivalendo a cerca de 6.000 denários, ou algo como 6.000 dias de trabalho, ou mesmo 20 anos de tarefas para o homem comum. O uso da moeda na parábola é metafórico simbolizando algo de muito valor.

Gratidão e reconhecimento
A parábola transmite claramente que os dons pertencem ao senhor dos servos: "E lhes confiou os seus bens" (verso 14). Os homens que multiplicaram o talento demonstraram conhecer seu Senhor, eles receberam bem a mensagem: reconheceram o valor do talento, o senhorio e de forma grata cuidam do que lhes foi dado, vigilantes sobre o dia da prestação de contas.

O que enterrou o talento tinha uma ideia errônea sobre o caráter do seu Senhor. Por que escolhe enterrar a moeda em uma cova? Que sentimento o motiva a isso? Podemos afirmar que esse servo era incapaz, não porque Deus assim o fizesse, mas porque não buscou conhecer seu Senhor e receber Dele os ensinamentos necessários para seu sucesso. A capacidade para administrar os dons espirituais tem alicerce espiritual.

Paulo bem afirma: Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 1 Coríntios 2:11-12.

O homem que enterra o talento não era espiritual. Ele rejeita o Espirito Santo, apesar de receber nome de "servo". Sem o Espirito Santo em sua vida, não há modo de multiplicar os dons. Sem está ligado a Cristo não há modo de fazer parte do Seu corpo que é a Igreja, aquela responsável por multiplicar os discípulos na terra.

Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. I Cor 12: 4-7

Enterrando o dom
Percebam que o homem que enterra o talento não reconhece sua incapacidade, mas culpa seu senhor pelo fracasso. Uma atitude semelhante a de Adão no Éden ao ser interrogado por Deus sobre sua desobediência. Adão culpa a Eva, culpa a Deus, mas não reconhece que ele é o principal responsável por sua queda.

Procurar culpados não é atitude de vencedores. O bem deve ser nosso espelho, não o mal. A medida que o mal justifica nossas ações, nos igualamos a ele. O homem da parábola não enterra apenas o talento recebido, mas enterra a ele próprio e sem fazer uso de tudo aquilo que Deus o concedeu. Ele tinha algo de muito valor, mas ao invés de desfrutar disso, escolhe ignorar e ainda culpar seu senhor.

Quantos homens estão padecendo fracasso espiritual por não conhecerem a Deus? Criaram em suas mentes uma ideia desvirtuada de Deus e por isso não se aproximam Dele. O inverso dessa primícia é verdadeiro.

Talento para todos 
Deus distribuiu dons para os homens, de forma justa. Se vermos alguém frutificando muito para o Reino, enquanto outros nada frutificam, a razão para isso se encontra no coração do homem e na onisciência de Deus. Todos somos igualmente importantes para Deus e através de Jesus, nosso Senhor, recebemos dons para exercício do ministério. Não recebemos mais ou menos do que necessitamos, recebemos o que nos é devido. Cabe a cada um de nós multiplicar com alegria e gratidão aquilo que nos chega às mãos.

O destino dos homens que multiplicaram o talento foi o Reino celeste, junto Àquele que reconhecidamente era Senhor deles: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor."

O destino do que enterrou o talento foi a morte eterna, este  por escolha, não se importou em conhecer seu Senhor (Jesus) nem se preparou para Sua volta quando deveria prestar contas de suas ações: E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes."

Façamos nossa escolha.

Em Cristo, o Senhor dos talentos.

bezerro de ouro

"Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão. e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu." Ex 32:1.

 

Quero chamar de "Bezerros de Ouro", tudo que "fabricamos", sendo contrários à vontade de Deus. Quando nos tornamos distantes, cegos, mudos e sem entendimento. Daí faz-se valer a recíproca de que o adorador se torna igual ao objeto adorado.


Perdemos a direção. Temos que decidir: Guardar "nossos bezerros" para ocasiões oportunas, ou, lançá-los totalmente destruídos no mar do esquecimento. "Os bezerros", nem sempre são palpáveis, mas, muitas vezes, para nós, invisíveis. Contudo, acabam por impedir um relacionamento íntimo, sincero e obediente a Deus.

Moisés estava no Monte Sinai com Deus. Sem tempo, nem mesmo intenção de possuir um "objeto mágico". O ócio, a falta de fé e de obediência, levou os Israelitas ao pecado: "faze-nos deuses, Moisés não vai voltar" Ex38: 1.

Fabricando "bezerros"

Já fabriquei muitos "bezerros", quando estive no "deserto". Tinha um para cada ocasião. Não tinha intimidade com Deus, apesar de achar o contrário. Fui miserável! Tendo que de dura forma, aprender que não precisava deles.

"Os bezerros", ainda teimam em aparecer, mas, não podem correr. Tão pouco, me alcançar. Quando vejo a sombra deles, clamo ao Cordeiro de Deus, sei que Ele sempre irá me sustentar.

O "bezerro" de Ló

Quando Deus destruiu Sodoma e Gomorra, Ló foi socorrido por anjos que lhe disseram: "Escapa para o monte para que não pereça". (Gn19: 27). Imediatamente Ló sacou o seu "bezerro": "Não, para o monte não! Vou morrer! (Gn18: 23). Ló, assim como os israelitas, estava distante e não entendeu o propósito do monte.

Tempos depois, Ló viu que não era negócio habitar em Zoar (onde escolhera), e resolveu ir para onde Deus havia lhe ordenado: A cidade que ficara no monte. Ele já estava velho, deixara muitas oportunidades para trás. Suas filhas, não casaram em Zoar e agora "fabricavam seus bezerros" embebedando o pai e engravidando dele. Uma triste história. (Gn 19:30)

"bezerro" de Sara
Falta de fé sempre dá lugar a "bezerros". Foi assim também com Sara. Cansada de esperar a promessa do filho, não hesitou: "Toma, pois, a minha serva; porventura terei filho dela". (Gn 16:2). A "adoração" rendeu caro, Ismael, filho de Abraão com Agar, até os dias atuais traz inimizades para Israel.

Silêncio não é ausência
Os Israelitas não suportaram esperar Moisés descer do monte. O silêncio os perturbou. Acharam que Deus havia se esquecido deles, ou mesmo, que já não havia Deus.

Rejeitando o "bezerro"
Satanás construiu "bezerros de ouro" para Jesus, quando da tentação no deserto. Aliás, ele era o próprio "bezerro".

"Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães". Mt 4:9.

Jesus estava faminto, 40 dias e 40 noites sem comer. E o "bezerro fabricado", bem ali, na sua frente.

"Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”. Mt4:4.

Jesus ignorou o "bezerro". Sabia que precisava esperar um pouco mais, embora seu estômago pedisse comida. Ele recorreu a Dt: 3 e foi sustentado

No monte com Moisés
Moisés foi o único, da nação israelita, a subir o monte. Uma demonstração de intimidade com Deus, que os demais não tinham. 40 dias e quarenta noites a sós com Deus, tal qual Jesus no deserto. Quando Moisés desce do monte, demonstra tanta revolta pelo bezerro fabricado que se ira e quebra as tábuas do mandamento que recebera de Deus. Em um segundo; se distanciou, perdeu a comunhão. Ex 32: 19,20. Deus o fez subir ao mesmo monte e renovar à comunhão. Dessa vez, ao descer, o rosto de Moisés resplandece. Ex34: 29.

Se estivermos em comunhão com Deus e mesmo assim "fabricamos bezerros", precisamos, imediatamente, restabelecermos a comunhão, subir novamente ao monte, conversar, passar tempo se quebrantando diante de Deus, para que o nosso rosto resplandeça e Ele se agrade de nós.

A voz de Deus em meio ao silêncio
O que os Israelitas não sabiam, era que, o silêncio, a demora de Moisés, significava Deus trabalhando.

Se verdadeiramente buscamos a Deus com todo o nosso coração, Ele sempre, mesmo em tempos de tribulação, nos conduzirá a lugares seguros. A tribulação, não é silêncio de Deus, mas, Deus falando conosco de uma forma diferente.

Se rejeitarmos os "bezerros" vamos poder ouvir, nos tempos difíceis: "Não temas, porque Eu Sou contigo; não te assombres, porque Eu Sou o Teu Deus; Eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" Is 40:10.

Todos nós experimentamos do silêncio de Deus, quando isso ocorrer, lembre-se: Não "fabrique bezerros", "suba ao monte".

"E disse Jesus:Quem é que me tocou? (Lc 8:45)

"E disse Jesus:Quem é que me tocou? (Lc 8:45)

Pedro, que estava com Jesus retrucou: " A multidão te aperta e te oprime e dizes: Quem é que me tocou? O que Pedro não entendia era que aquele toque era diferente, especial."Quem me tocou?" Enquanto os demais, movidos por curiosidade, superstição e pensamentos naturais "apertavam e oprimiam Jesus", a mulher, com firmeza e determinação, tocara o coração do Mestre.

Quem sofria com fluxo de sangue era considerado imundo. Não podia tocar nem ser tocado. Até mesmo objetos, perdiam o valor se tocados por um doente com fluxo, A impureza física era associada a moral e assim eram excluídos do convívio normal da sociedade (Lv 15).

Solidão e conflito

Tocar em Jesus?!Estás louca?!! Certamente esta seria a reação das pessoas se a mulher lhes contasse sua intenção. Ela ouviu falar de Jesus, de seus milagres, do seu amor pelas pessoas...Talvez tenha vibrado de alegria em um lugar solitário da casa : "Vou ficar curada!!Acabou meu sofrimento!!" O evangelho de Mateus relata: "Porque dizia consigo: Se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã".Mt 9:21. Ela não podia compartilhar sua alegria! Ninguém a compreenderia!.

"Alguém me tocou, então a mulher não podendo ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante Ele declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado" Lc8:46.


O medo, sentimento de inferioridade e a vergonha ainda faziam parte de sua vida, mas, ao declarar perante todo o povo que tocara Jesus, vencera a si mesma e a multidão. Creio que antes de tocar Jesus, fora profundamente tocada por Ele. Durante o intervalo em que ouviu falar de Jesus até tocá-Lo, muitas coisas aconteceram na vida da mulher. Ela viveu um processo de cura interior que teria lhe concedido forças em meio a sua fraqueza. O milagre aconteceu porque haviam elementos sobrenaturais movendo os céus. Eram sua fé, arrependimento, determinação. Ela era diferente da multidão.

O Toque na Orla
Em seu encontro com a mulher com fluxo de sangue, as vestes de Jesus eram a de um Israelita obediente a Deus. É que no Livro de Números há uma orientação que deveria ser seguida por todo que desejasse ser santo e agradável a Deus: As vestes deveriam conter franjas nas bordas e um cordão azul. "e as franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os cumprais" Nm 15:39.

Foi exatamente na orla, parte mais significativa da roupa que ela segurou." No verbo Grego ela fez mais que tocar, ela agarrou, pegou " ( Gospel of Lukepag 166). Ela agarrou o que era a representação do Divino, Celeste. Talvez tenha pensado que a pureza da veste lhe purificasse. Há quem diga que havia um misto de superstição e fé no gesto, um equívoco desfeito por Jesus ao falar-lhe : " filha, a tua fé te salvou".

Aprendendo com a Mulher do Fluxo de Sangue
Ela nos ensina que a fé precisa de uma ação. A Bíblia diz: "Sem fé é impossível agradar a Deus"(Hb 11:6) e outra vez diz: " A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus" Rm 10:17. Ao praticar essas verdades são vencidos os medos, fracassos e tudo mais que porventura nos impediriam de chegar até Jesus. Ele sempre está disposto a transformar vidas, porém, como a multidão, muitas vidas não conseguem alcançar o milagre.

Existiam duas multidões nessa história: Uma próxima a Jesus e outra distante , representada pelos familiares, vizinhos, enfim, todos os que faziam parte do cotidiano da mulher. O que aprendemos? Essas multidões ainda são reais. Da mesma forma, religiosos, fariseus podem nos impedir de alcançar o Reino, também pessoas queridas. A mulher, no entanto tinha muita convicção. O livro de Romanos diz: "De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus " Rm 14:12. Somente nós poderemos tomar essa decisão.

Se você ainda não teve um encontro real com Jesus, lhe convido a fazer como esta mulher. Agarre, segure o Mestre e confesse a Ele tudo o que está em seu ser. Ele pode e quer lhe curar totalmente dando-lhe vida em abundância.

“ Deus, do meio de um redemoinho respondeu a Jó” Jó 38:1

“ Deus, do meio de um redemoinho respondeu a Jó” Jó 38:1

Redemoinhos são fenômenos naturais que varrem literalmente pessoas e coisas, e dependendo da força do vento, o estrago pode ser de pequena ou grande proporção. Chegam sem avisar e se movem em todas as direções. Viver um redemoinho, significa “ser moído” literalmente, ver a vida ir pelos ares. Foi exatamente isso que aconteceu com Jó, “homem mais justo que havia sobre a terra” Jó 1:8. Em pouco tempo, foi surpreendido pelo mal, perdendo tudo que tinha: família, saúde, amigos e honras. Um redemoinho varrendo-lhe a felicidade.

A história de Jó, revela o motivo pelo qual muitos de nós padecemos adversidades. Elas seriam resultado de combate espiritual e não necessariamente punição, consequência de pecados cometidos. No entanto, é difícil para nós decifrarmos os desígnios de Deus, especialmente nos momentos em que a dor é tão intensa e a alma geme, faltando palavras e forças para sorrir e manter-se de pé.

Nossas dores nem sempre encontram abrigo no coração do outro, ninguém pode vivê-la ou compreendê-la do modo como gostaríamos. O “fardo” se torna pesado quando na alteridade falta o amor. Jó estava ali, maribundo, coberto de chagas, perplexo pelas muitas interrogações e sem amigos. O que existia era pré julgamento e impiedade. Quem intercedeu por Jó com lágrimas nos olhos e sinceridade de coração? Nenhum de seus companheiros. No fim do livro de Jó, contudo lê-se: “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos e o Senhor deu-lhe o dobro de tudo quanto antes possuía” Jó 42:10


Sei que a vida de Jó está repleta de lições, não tenho a intenção de discorrer sobre elas nesse momento. O que pretendo enfatizar é sobre o versículo que me fez parar, meditar, me espantar no momento da leitura: “Deus do meio de um redemoinho respondeu a Jó” Jó 38:1

Não Temas

A fala do Senhor veio “do meio do redemoinho”, de dentro, o que significa dizer que Deus estava com Jó no redemoinho, participando de seu sofrimento. A forte ventania em forma de funil, espiral, estava elevando o espírito de Jó e depurando seus medos em relação ao futuro. No meio do caos, Deus se revela para dizer : “ Estou aqui, em todo tempo estive contigo”. Essa conversa entre Deus e Jó é real nos redemoinhos de nossas vidas, talvez sejam os momentos em que a voz do Divino seja mais latente.

No livro do profeta Zacarias vamos ler:

“ E o Senhor será visto sobre eles, e as suas flechas sairão como relâmpago; e o Senhor Jeová fará soar a trombeta e irá com os redemoinhos do Sul” Zc. 9:14

Em Isaías;

“As suas flechas serão agudas, e todos os seus arcos, retesados, as unhas dos seus cavalos dir-se-iam de pederneiras, e as rodas dos seus carros em redemoinho” Is 5:28

2 Rs. 2:11;

“E sucedeu, que indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho”.

Vemos Deus movimentando-se em redemoinhos.

Profeta Elias em vida viveu tantos redemoinhos que angustiado, chegou a pedir para morrer : “ Elias sentou-se embaixo do pé de zimbro e pediu a morte” I Rs. 19:4. No final, foi elevado ao céu pelo redemoinho. Elias se tornara sensível a voz de Deus, a Sua vontade. Nas adversidades enfrentadas, o funil redemoinho, depurará seu ser ao ponto de aumentar-lhe a fé: simples homem, sujeito a paixões, orou para que não chovesse e por três anos e seis meses não choveu, e orou novamente e a terra deu o seu fruto” Tg. 5:16,17. Essa intimidade entre Deus e Elias foi exercitada nos redemoinhos.

Agora te Vejo

Posso imaginar Jó, noites e mais noites sem dormir, buscando a presença de Deus, derramando lágrimas, suspiros e gemidos. Era apenas Deus e Jó no redemoinho. As forças contrárias impeliam Jó ao desanimo, desespero, mas Deus estava lá em movimento e Jó se voltou para Ele, por esse motivo, não foi abatido em espírito, não se entregou a morte, embora tenha desejado não ter nascido. Quem mais poderia ter feito cessar a força do vento? Homem algum. Elifaz, Bildade, Eliú, Zofar? Estes representam o mundo, a fragilidade, o desconhecimento, a distância de Deus. É irônico que do mais frágil de todos, do moribundo Jó é que nasce a sabedoria e o conhecimento do Altíssimo. Ele estava com Deus no movimento do redemoinho! Os demais, estavam incomodados com a poeira que cegava-lhes a visão da Eternidade, da Soberania Divina.

“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” Jó 42:5,6.

Que declaração essa que encerra o livro de Jó! Todo sofrimento o conduziu para bem perto de Deus. Ele tinha experienciado um relacionamento profundo, uma entrega total de si mesmo, a ponto de ser transformado em espírito e verdade. O Jó de agora, já não era o dos muitos holocaustos -Jó 1:5, sacrifícios, era o sacrificado, ele mesmo, em imersão de ser e submersão de espírito, unido ao Criador. Jó viveu cada dia de seu tormento na companhia do Aba, Pai, o que o acolheu e se compadeceu dele, tudo no redemoinho.

Lições nos redemoinhos

Se você chegou até aqui na leitura, certamente pôde sentir o propósito de Deus em meio ao redemoinho. Aprendo que através deles, chegamos mais perto de Deus e que nesses momentos em que somos surpreendidos pela destruição, haverá sempre lugar para restituição e quando ela chega traz felicidade e gozo de uma forma especial e única porque estaremos preparados para viver o melhor de Deus para nós. Deus está conosco nas adversidades e nós, precisamos estar com Ele, busca-Lo, ouvi-Lo, amá-Lo ainda que a força do vento só nos apresente destroços."Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." Jo 16:33

Deus os abençoe

o lenço

Uma tradição judaica daquele tempo nos revelaria a mensagem arrepiante representada por esse gesto aparentemente insignificante

OEvangelho segundo São João, no capítulo 20, nos fala de um lenço que tinha sido colocado sobre a Face de Jesus quando Ele foi sepultado, ao final da tarde da Sexta-Feira Santa.
Ocorre que, após a Ressurreição, quando o sepulcro foi encontrado vazio, esse lenço não estava caído a um lado, como os lençóis que tinham envolvido o Corpo de Jesus. O Evangelho reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado à cabeceira do túmulo de pedra.
Mas por que Jesus dobrou o lenço que cobria a Sua cabeça no sepulcro depois de ressuscitar?
Bem cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena foi até o local e descobriu que a pesadíssima pedra que bloqueava a entrada do sepulcro tinha sido removida. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele a quem Jesus tanto amara – São João Evangelista – e lhes disse:
“Retiraram o Corpo do Senhor e não sei para onde O levaram!”
Pedro e o outro discípulo correram até o túmulo. João passou à frente de Pedro e chegou primeiro. Parou e observou os lençóis, mas não entrou. Então Simão Pedro chegou, entrou no sepulcro e notou os lençóis ali deixados, enquanto o lenço que havia coberto a Divina Face estava dobrado e colocado a um lado.
Isto é importante? Definitivamente.
Isto é significativo? Sim.
Por quê?
Para poder entender a significância do lenço dobrado, temos que entender um pouco a respeito da tradição hebraica da época.
O lenço dobrado tem a ver com uma dinâmica diária entre o amo e o servo – e todo menino judeu conhecia bem essa dinâmica. O servo, quando preparava a mesa de jantar para o amo, procurava ter a certeza de fazê-lo exatamente da maneira desejada pelo seu senhor.
Depois que a mesa era preparada, o servo ficava esperando fora da visão do amo até que ele terminasse a refeição. O servo não se atreveria jamais a tocar na mesa antes que o amo tivesse acabado. Ao terminar, o amo se levantaria, limparia os dedos, a boca e a barba, embolaria o lenço e o jogaria sobre a mesa. O lenço embolado queria dizer: “Eu terminei“.
Agora, se o amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o servo não ousaria tocar ainda na mesa, porque aquele lenço dobrado queria dizer: “Eu voltarei!”

sábado, 17 de março de 2018

Segredos do mar de Deus

Texto: Apocalipse c4 v.6
E havia diante do trono como que ummar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás.

Introdução.
Não há nada na bíblia que esteja escrito apenas por estar, em cada ponto, em cada vírgula há um propósito de Deus, no capitulo 4 de apocalipse vemos João descrevendo a sala do trono, e ele faz uma descrição muito interessante sobre o “piso” da sala do trono, ele descreve que era semelhante ao uma grande mar, com aparência de vidro.
Então fica a pergunta, por que semelhante ao mar? Qual a revelação que Deus queria transmitir?
Vamos compreender alguns aspectos do mar de Deus.

1 - As características do mar de Deus
O mar é transparente
Suas águas são incolores, sua aparência azul é devido ao reflexo do céu.
O mar de vidro reflete a glória de Deus, cheia de luz e verdade.
O nosso Deus é santo e imutável e transparente, ele não mascara a verdade e nem a omiti, quando mergulhamos no mar de Deus, somos transformados e restaurados, ele arranca a mascara que esta no nosso rosto e nos faz uma nova criatura.

O mar é profundo
Há mares que possui uma profundidade tão grande, que nem mesmos os mais altos montes seriam capazes de atingir o fundo do mar, há mares com mais de 4000 mil metros de profundidade, nem mesmo com toda tecnologia o homem conseguiu chegar perto do fundo do mar.
Quando entramos no mar de Deus, não podemos ter medo de aprofundar, quanto mais mergulhamos em sua presença, mais íntimos nos tornamos dele, Deus não estabeleces limites na profundidade de relacionamento, quanto mais nos achegamos a Ele, mais Ele se aproxima de nós.
Façamos como Ezequiel deixe essas águas te levar.
E mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar.

O mar produz pressão.
Esta é a razão dos cientistas não conseguirem aprofundar os seus conhecimentos sobre o mar, não há equipamento ou tecnologia que consiga suportar a pressão do mar.
É lindo se aprofundar no mar de Deus, mas devemos estar preparados para suportar a pressão que esse relacionamento provoca.
Quanto mais você se aprofunda, mais aumenta a pressão, vão te chamar de louco, fanático e bitolado, vão te xingar e te escorraçar pelo fato de ser diferente , pelo fato de estar perto de Deus. Até mesmo os que são da sua família vão te criticar.
Mas nada melhor do que estar perto de Deus, nada melhor que desfrutar de sua presença.


O mar é misterioso
Há espécies de peixes no mar que até os dias de hoje não foram descobertas pelos cientistas, o mar possui segredos que até hoje não foram desvendados.
A pressão pode ser grande, mas aquele que se aprofunda na presença de Deus, conhece os mistérios que jamais foram revelados a ninguém, Deus vai fazer coisas na sua vida que vai fugir do seu entendimento, o preço pode ser alto

Olha o que disse Jesus.
Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.
Olha o que disse Jeremias.
Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.
Olha o que disse Paulo.
As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.

Conclusão.
Não tenha medo de mergulhar neste mar, não se preocupe com que as pessoas vão pensar, Deus quer lhe usar de uma forma extraordinária, Ele quer lhe revelar o sobrenatural.
Deixe as águas deste mar te levar.

SEGREDOS DA SALA DO TRONO

SEGREDOS DA SALA DO TRONO 

Texto: (Apocalipse 4. 1-11)

INTRODUÇÃO
O apostolo João agora estava na ilha de Patmos, sua idade já era avançada, mas Jesus havia o levado até lá com um propósito, lhe revelar coisas que eram, que são, e que hão de acontecer.
E foram muitas visões e revelações, como por exemplo a aparição do anticristo, a derrota de satanás e o reino eterno de Cristo.

Mas entre todas estas visões uma se destacou chamando minha atenção, a visão da sala do trono, João pode contemplar a sala que rege todo mundo, a sala onde Deus exerce o seu cetro e a sua autoridade.
E meditando na descrição do apostolo João acerca da sala do trono, Deus me revelou cinco segredos acerca dela, é lógico que a sala do trono não se resume em apenas cinco segredos, pois o trono de Deus é eterno e indescritível. 

1° – A PORTA ESTA ABERTA
“DEPOIS destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; ” v.1

Quando  Jesus morreu na cruz do calvário, o véu foi rasgado de cima abaixo, desde então essa porta está aberta para nós, e temos acesso imediato por ela.
Muitas portas se fecham aos domingos e feriados, o senado e a  câmara dos deputados fazem recessão quase o ano inteiro (rsrsrs), mas a porta da sala do trono nunca se fecha, ela esta aberta em todo tempo, não importa se é domingo ou feriado, de manhã ou de madrugada, não importa se o dia está ensolarado ou chuvoso, esta porta sempre vai estar aberta pra você.
Então pare de reclamar para os outros e entre por esta porta, Deus te espera.

2° - DEUS ESTÁ ASSENTADO NO TRONO  
“e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono.” v.2

Deus estar assentado no seu trono é algum segredo?
Claro que sim, pois se o trono estiver vazio, o reino se perde, vira bagunça, vira anarquia, mas um trono que fica permanentemente ocupado, vem significar que Deus esta permanentemente sob controle de tudo. (Leia - Deus está no controle)
Muitas pessoas quando olham para as coisas que vem acontecendo em nosso mundo, como por exemplo o avanço das drogas, mortes, prostituição e violências, pensam que Deus perdeu o controle para satanás, mas quem pensa assim esta completamente enganado, Deus esta assentado sobre o trono e tudo esta no controle Dele.
Ele tem controle da minha vida e da sua vida, ele tem controle sobre os montes e sobre as areias da praia, ele tem controle sobre as folhas das arvores e sobre os pássaros dos céus.

Ele te conhece por dentro e por fora e sabe das tuas necessidades.

3 ° - QUEM OLHA PARA O TRONO NÃO SE CANSA
“E o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda.”

Havia um arco verde atrás do trono, e segundo a ciência a cor verde é a única cor que não cansam as vistas.
“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé,” Hb 12.1
Não olhe pra mim, não olhe para o seu pastor, não olhe para o irmão que esta do seu lado, somos imperfeitos e cheio de falhas, mas aquele que está no trono é perfeito, é infalível, é inquestionável, é grande, é forte e é a nossa sustentação.
Aquele que olha firmemente para o trono de Deus jamais se cansará, pode vir as lutas, as provas, as dificuldades e os embaraços desta vida.
Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

4° - O FOGO ARDIA DIANTE DO TRONO
“E diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo,” v.5
O fogo na bíblia tem vários significados e um desses significados é a manifestação do poder de Deus, vejamos que o fogo não queimava, mas sim ardia, e existe uma grande diferença entre queimar e arder, o fogo que queima não tem propósito e destrói tudo que esta na sua frente, mas o fogo que arde tem um propósito definido, como iluminar, aquecer ou até mesmo alimentar.
Deus não manifesta o seu poder sem propósito, mas sim com entendimento.
E é razão de nos alegrarmos, pois o fogo de Deus tem ardido continuamente diante do altar, para nos aquecer, iluminar e alimentar.

5° - UM MAR DE VIDRO SEMELHANTE AO CRISTAL
“E havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal”v.6
A visão que João estava tendo era tão linda, que ele teve usar coisas terrenas para comparar com as lindas revelações que ele estava recebendo, somente assim teríamos a noção das coisas que ele viu.
Vemos neste verso que usa dois substantivos, o mar e o cristal
Vamos analisar esses dois itens:

O mar é conhecido pelo seu tamanho, e seus mistérios, existem peixes no mar que até hoje não foram descobertos, existem alguns pontos do mar que são tão profundos que se pegássemos o monte Evereste ele não teria capacidade de ocupar o espaço das profundidades do mar.
Na sala do trono de Deus existem mistérios que jamais foram revelados ao homem, lá procede toda sabedoria, entendimento, glória e poder.

“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam”
Existem muitos teólogos por ai, que batem no peito e se orgulham de seu conhecimento, mas mal sabem eles que não sabem nada, comparado aos mistérios que Deus tem ocultado no mar dos seus conhecimentos

Clique aqui para ler - O mar de Deus

"Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas;"

Mergulhe no mar de Deus, pois Ele quer te revelar aquilo que os teus olho jamais viram.

O cristal representa a clareza e a transparência, Deus não maquia e nem esconde a verdade, com Ele tudo é bem claro e limpo.
Quantas pessoas têm feito coisas erradas, achando que Deus não esta vendo, mas mal sabem elas que o nosso Deus é transparente.
“Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se”

CONCLUSÃO
Não perca mais o seu tempo com coisas fúteis, entre na sala do trono imediatamente e entregue a Deus tudo o que você tem, pois ele tem o melhor pra te dar.